segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A Gente Pode!

A gente pode incomodar! Pode ser chato, pode falar o que não deve, dizer meias verdades, meias mentiras. A gente pode se achar grande demais, pequeno demais, mediano demais. A gente pode querer viver, querer morrer, querer sumir. Podemos querer mudar de cidade, de Estado, de País. A gente pode se preocupar demais com a vida alheia, de menos com a nossa. Podemos chorar com alguém, por alguém, pela gente mesmo. A gente pode rir dos outros, com os outros, para os outros e de nós mesmos. Podemos fracassar, podemos vencer, fazer uma faculdade, um curso técnico... A gente pode ter crise existencial, financeira, de nervos! A gente pode ser gente, ser bicho, ser invisível. Podemos ser felizes, infelizes, sem emoção. Nós podemos voar, nos perder, nos achar, sermos achados. Podemos abandonar e ser abandonados. Cometer erros de português, de inglês, francês... Podemos achar que vamos morrer de amor ou de falta dele. Podemos ser ignorantes, sutis, amáveis e detestáveis. Honestos, picaretas, boa praça, sem graça! A gente pode ser rico, ser pobre, ter amigos ou inimigos. Podemos perdoar, pedir perdão, amaldiçoar, rezar por alguém. Podemos ficar doentes, nos curar, dar uma recaída e sabe-se lá o que vai ser da vida! A gente pode ser carente, ser gato de armazém, passar a vida sem querer amar ninguém ou amar tão loucamente, que deixamos de ser a gente! Podemos ter filhos ou não, casarmos ou não, separarmos ou não... A gente pode o que quiser! A gente decide o que quer ser, como ser e quando ser. Podemos trair, mas com isso, damos o direito de sermos traídos. Podemos causar dor, mas devemos nos lembrar que mais na frente, o mesmo nos acontecerá. O que a gente não pode, é perder a identidade. É achar que pelo simples fato de não agradarmos um ou outro, jamais seremos amados. Não podemos esquecer que estamos aqui pra evoluir, e não é fingindo ser o que não somos que isso vai acontecer! Não podemos deixar de viver! Ora essa! Se incomodo, se agrado, se faço feliz ou faço triste, a responsabilidade não é só minha. É também de quem se deixa levar! Eu me deixo levar e é por isso que não posso reclamar de ser usada, amada, incomodada! Antes de qualquer coisa, eu amo e isso faz de qualquer ato o menor de todos!

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